quarta-feira, julho 01, 2009

Como exercitar o querer-ser

Depois de orkut, blog, facebook, youtube, e isso sem mencionar ICQ e Mirc (saudades, não?), tudo necessariamente na mesma ordem, chegou a hora de aderir a tendência do mercado virtual: o twitter (tuiti).

Já tinha antes dado alguns passos rumo a essa pós-modernidade inútil da internet. É isso mesmo: inútil. Fiz o meu perfil e deixei lá de molho. Literalmente como ocorreu com as demais arapucas comunicativas criadas sabe-se lá por quem!

Depois que a coisa pegou, resolvi hastear a bandeira, armar a barraca e sentar para ver qual é! Inocentemente, não tinha a menor noção da quantidade de tempo que perderia naquilo tudo.

E essas invenciones da internet vem a tona justamente para isso: inutilizar o tempo inútil. É a grande aposta desse mercado negro . E chamo sim de mercado negro. Pois as ações se valorizam de acordo com a audiência da página.

E nisso tudo, perambulamos eu , você e todos a procurar amiguinhos e convidá-los para ver o que estamos fazendo ou deixando de fazer; compartilhando gostos, músicas, arte e muita, mas muita cultura.

quinta-feira, outubro 09, 2008

O PT não está para brincadeira.

Faz quase um mês que a cotação do dólar vem subindo. Não é de hoje, que a majestosa equipe econômica do governo já prepara um bom pacote para conter a crise vindoura. É, minha gente, esse filme já foi visto há quase dez anos. Não parece coincidência o agravamento da situação logo após o pleito eleitoral? E pior, ao fazer uma bela retrospectiva, a constatação fica mais evidente ainda: lançamento do PAC em três ou quatro regiões no mesmo dia, comício do presidente varando madrugada a dentro, aumento substancial da verba para os programas assistencialistas do Planalto e uma intensa campanha na mídia para propagar o bem-estar da economia brasileira.

É notória a trabalheira que foi para se conseguir estabilizar o câmbio. Foi um empenho de quase 20 anos. E isso, sem levar em conta outros 25 em que o país foi assolado por uma recessão sem precedentes. Hoje, pode-se dizer que os bancos privados não quebraram por conta do Proer, um programinha muito criticado há uns dez anos atrás. Na época, os jornais não pouparam desaforos ao ministro da fazenda Pedro Malan e a sua turma, incluindo-se aí o economista Bacha, responsável pela implementação do Plano Real.

Enquanto o governo salvava os bancos através da ajuda financeira, o PT, através de uma oposição burra e inútil, fazia estardalhaço tentando comover a sociedade em prol da moratória. Os outros setores da sociedade também reivindicavam melhorias. Não à toa foi a época em que houve mais paralizações de servidores no país.

A situação não era para brincadeira. Para enxugar mais ainda a máquina, aprovou-se a Lei de Responsabilidade Fiscal. Salvaram-se muitos bancos a partir do Proer e tentou-se viabilizar um crescimento pífio. Mas, não mais que de repente, surgiram a petralhada e seus notáveis comparsas para tentar chutar o balde. E não economizaram nenhum centavinho ao colocar em prática seu projeto sujo de guinada ao poder.

Não foram poucos os escândalos. Mesmo assim, com uma áurea de dar inveja a qualquer santo e, quiçá, a Deus, o presidente seguiu com seu assistencialismo barato, empastelando de publicidade um projeto diretor de investimento, que acontece anualmente, chamando-o de PAC.

E hoje, o que se vê? Esse famigerado programa não tem nem 30% de suas obras em andamento. Serviu apenas para divulgar a imagem borrachuda de Lula. E em 2009, pode até receber um empurrãozinho, pois será através do PAC, que o mandatário irá apresentar o seu felizardo pelo país afora. Um caixa dois bem inteligente. E pelo que se viu, sistematizado agora de uma vez por todas.

Há dez anos, não era bem assim. Tínhamos somente quatro anos de estabilidade monetária. E ainda crescia a adesão a uma campanha a favor da Moratória. No final de 1998, o cinto começava a apertar. Mas não poderia ser diferente. Era ano eleitoral, e Fernando Henrique gostaria de prorrogar sua estadia em Brasília. Dito e feito, presidente eleito, posse em janeiro do ano seguinte. Dias depois, crise cambial. Exatamente dias depois. Mas antes, tirando a luta pela calote ao FMI, tudo ia bem.

Daí em diante, a bomba saiu pelo México, Rússia e Cingapura. O Brasil estava em chamas. Nem parecia que pouco mais de 15 dias atrás, o dólar valia menos que o real. E não foi assim? Depois de uma luta de quase 5 anos para tornar nossa moedinha forte, uma oscilação nos trigres asiáticos fez com tudo despencasse e fosse por água abaixo. Pobres brasileiros.

Disseram até que essa queda estava prevista já. Mas, por favor, se estivesse mesmo, não teria fundamento criar o milagroso Proer, que evitou a bancarrota e a quebra dos bancos brasileiros. Uma pura e simples questão de enrolação. Caiu quem era bobo. Mas, para felicidade geral da nação, esse tal programinha aí ajudou a tornar os bancos, hoje, salvos da tempestade que vem. Se não fosse isso e a continuidade dada durante a primeira gestão de Palocci, estaríamos hoje à beira de um colapso.

A situação parece mais periódica do que esporádica. Poderia até rolar em época de pleito presidencial. Mas, como o PT não está para brincadeira, eles escondem a bomba e deixam para soltá-la só depois das eleições municipais. Um plano inteligente para mais um grupo tomar de assalto o estado brasileiro. Parabéns, petistas.

sábado, agosto 30, 2008

João Paulo e seu projeto megalomaníaco

Quem é o tal do João da Costa? Trata-se do secretário responsável pelo Orçamento Participativo? É, já foi. Agora, é o postulante do Partido dos Trabalhadores para a disputa eleitoral vindoura. Para mim, não passa de um gancho articulador afim de viablizar a tirania de João Paulo sob esta cidade.

A contenda de caudilhistas desse esquerdismo mofado e ultrapassado vem de longa data. E se pretende aprofundar por si mesma. Com a vitória do petista (leia-se a de João Paulo), o líder do lado podre dá como certa a sua candidatura no âmbito estadual. Ou quem sabe, almeja cutucar os caciques que até então se projetaram no Senado, lá de Brasília. Essa briga promete.

Para isso, o atual prefeito não economizou um centavo sequer do IPTU nosso de cada ano. Torrou, torrou tudo. E se pode mais que ver o templo faraônico de Niemmeyer. Entretanto, toda essa pompa não condiz com a denominação escolhida para o "parque". E outra, quem é Dona Lindu, além de uma rima que pode ser usada no "jingle" de inauguração da obra? Mais uma ação escolhida à dedo por João Paulo, né? Digo eu que não passa de lenha para quem ousar desafiá-lo. Quem irá, afinal? Nem o Lula. Jamais, pois já imaginou na sua cidade natal ser homenageado dessa forma? Quem pensaria discordar de algo. João Paulo é inteligente, apesar de não ser sedutor. E usa o dinheiro do povo para construir seu projeto político e megalomaníaco.

Não à toa fez a intervenção na Boa Vista. Tudo feito num tempo récorde. Em menos de um ano, todo o projeto já estava viabilizado à população. E eu até pensei que fosse melhorar algo. Mas não foi dessa vez. Dada a luta contra o tempo travada pela equipe do prefeito e do então secretário de planejamento, tudo foi inaugurado com o ritmo da véspera. Afinal de contas, Costa ainda era um desconhecido.

E hoje, nem é tanto. Sobe, sobe nas pesquisas. E a vitória não é dele, é de João Paulo, que usou a máquina municipal para dar cabo os seus intentos maquiavélicos. E a cidade, e a população? Se antes fosse beneficiada com projetos de qualidade, mas não. É vítima de congestionamento, transporte público inadequado e por aí vai...



domingo, maio 04, 2008

Querem jogar areia nos meus olhos.

O Brasil conseguiu recuperar a credibilidade no mercado e adquiriu o tão sonhado grau de investimento. A elevação do status foi discutida a semana toda. No país inteiro, jornais cederam suas pautas ao debate e se deixaram levar pela falácia do Planalto, na tentativa de jogar areia nos olhos do povo brasileiro.

À duras penas, essa batalha começou a ser travada em 1993, quando Fernando Henrique Cardoso, quase desistindo do projeto político de retornar ao Senado, depois de amargar a derrota no pleito municipal de São Paulo em 1982, foi convocado para assumir a pasta de finanças do governo Itamar Franco.

Filiado ao PSDB, Fernando Henrique já traçava seus caminhos para alcançar Brasília desde a década de 1980. Chegou a apoiar Lula, subindo ao palanque do ex-metalúrgico e discursando contra o infante difamador dos marajás, Fernando Collor de Mello. Entretanto, em vez de caminharem juntos, tanto os partidos como os futuros postulantes a mandatários do país, partiram e fizeram do seus caminhos trilhas opostas e irreconciliáveis.

Não se conformando com as alianças do PSDB, para formentar e viabilizar a chegada ao poder, como as reuniões entre o pesedebista Tasso Jereissati e os pefelistas (atuais democratras), os mais xiitas do PT bateram o pé e numa das suas executivas, decidiram deixar de lado o companheiro Fernando Henrique. Foi, inclusive, nessa época, que o parlamentar Aloízio Mercadante colocou em votação no Congresso um aumento de 100% ao salário mínimo, atrapalhando um dos pilares do Plano Real: enxugar a máquina e tentar conter o avança do rombo na previdência.

Desarticulado, fechado nos ditames socialista da era industrial do século XIX, tentando implementar no Brasil o regime cubano ou soviético, ou pior, criar no Brasil mais uma ditadura nos moldes leninistas, o PT seguiu com o discurso lacunar e com a idéia fixa de declarar a moratória. Paralelamente, o PSDB viabilizava sua guinada ao poder, tentando elaborar mais um plano que não mais se valesse da pirotecnia dos anunciados até então (Cruzado I e II, Bresser e Collor), mas modernizasse o país, inserindo-o no mercado internacional a partir do escalonamento da dívida pública, da recuperação da economia por meio do enxugamento do aparelho estatal e da política de acúmulo de fundos para criar uma balança comercial favorável.

A gestação do Plano se deu em 1993, o parto aconteceu no dia um de julho do ano seguinte e Fernando Henrique Cardoso foi proclamado presidente da República meses depois. Foi um golpe? Não, obviamente não. Foi fruto de um amadurecimento político sem precedentes que, até hoje, tem ressonância no desenvolvimento do país. Para conseguir tal feito e dar continuidade a modernização do país, reduziram-se as aplicações em gastos sociais, como Educação, Saúde e Segurança. Essas medidas acabaram por custar a popularidade do governo tucano, mas a longo prazo foi capaz de trazer benefícios ao país, como os que assistimos hoje.

Atrelar o atual momento da economia a única e enorme capacidade do governo Lula é um sinal de ignôrância ou até de burrice. Talvez, seja a hora da história desse país em que Lula sempre soube de tudo, não se esquivando, em nenhum momento, de usar o dinheiro público para exercitar a retórica nos comícios pelo Brasil afora. Haja vista o pomposo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que não passa de um plano diretor de obras previsto há mais de 10 anos. A única diferença é o empastelamento publicitário recebido pelo projeto. Sem dúvidas, um caixa Dois inteligente e custeado pelo contribuinte.

Todo dia só dá ele no noticiário. Fala sobre tudo, até sobre a tragédia da menina Isabella, chegando a posar para a Folha de São Paulo ao lado do adversário José Serra. Corre, vai e volta para inaugurar hospital e escola. Já tratou de ampliar o Bolsa Família, beneficiando agora adolescentes dos 14 aos 17 anos. Tudo isso, vale lembrar, em pleno ano eleitoral. Até aumentou o mínimo, contribuindo para apertar mais ainda a conta da Previdência. Sem falar, que o governo não está aproveitando a bonança para implementar reformas importantes, como a tributária e a trabalhista. Disso, o presidente nada fala, nada diz. Apenas, solta o sorriso gordo e gorduroso ao se embebedar de uma popularidade baseada nas esmolas que o bolsa-família dá.

Não há investimento em infra-estrutura educacional, não se implementa projetos para modernizar o ensino no país. As universidades estão caindo aos pedaços, as estradas devem ser entregues às baratas do setor privado. Não se discute transporte público, apenas se aumenta os impostos às concessionárias de ônibus e freia-se a cobrança a quem adquire o carro novo. Os pesadelos dos congestionamento estão aí.

Há, sem dúvidas, muito dinheiro no caixa. Mas muito dinheiro para alimentar a ganância eleitoreira petista com o bolsa-esmola e os comícios durante as inaugurações do famigerado PAC. Entretanto, nada sobra para investir em infra-estrutura. Resta esperar a inflação e o apagão. É o apagão, ele há de chegar, pois o consumo vai aumentar, não vai se ter freio e o apagão vai chegar aos setores mais diversos.

Pior ainda, nada se fala das reformas tributária ou trabalhista. Sem dúvidas, esse silêncio é um sinal de que Lula não quer contrariar os banqueiros e os grandes empresários. Quer somente afagar os dotes tropicais das negociatas tupiniquins com o troféu do do grau de investimento. Enquanto isso, o Brasil permanence em 103º no ranking de negócios, que mede a liberdade de transações nos países.

Para sair desse estado letárgico, vicioso e burocrático, é preciso, no mínimo, botar o PT de volta no posto de oposição, a fim de garantir a sanidade nas contas públicas, a manutenção e a implementação de projetos a longo prazo. Pois, tais políticas podem até custar um mandato ou a popularidade, como aconteceu na era FHC, mas podem ser vitais para um país que se quer crescer longe das misérias do assistencialismo barato.